BAM – Business Activities Monitoring e
real-time Business Intelligence
O termo real-time business intelligence (ou real-time enterprise) refere-se à análise e report dos fatos e tendências em tempo real.
Para os processos transacionais, geralmente as informações deles obtidas são resumos de períodos diários, semanais, mensais, ou mesmo hora a hora, mas raramente, pela dificuldade inerente, são informações instantâneas, em tempo real, a menos que a empresa tenha implementado ferramentas de gerenciamento desses processos, notadamente BPMS – Business Process Management Systems e BAM – Business Activities Monitoring.
Estes são recursos muito recentes, que, em geral, poucas empresas já adotaram, e não estão naturalmente incluídos nas soluções de softwares integrados (ERP, CRM, SCM, B2B).
Em uma definição bastante simplista e incompleta, BAM pode ser entendido como o monitoramento em tempo real das transações e seus impactos sobre os resultados de negócios, a partir dos processos de negócios, identificando situações excepcionais, de forma que estas possam ser investigadas, compreendidas, corrigidas e resolvidas.
Podemos, também, entender BAM como sendo monitoramento em tempo real (ou quase tempo real) das atividades e processos de negócios, de modo a prover informação e intervenção no nível operacional, o que é análogo ao controle de processos em um ambiente de manufatura; dados são coletados em tempo real a partir dos processos e atividades da empresa, análises instantâneas são realizadas e intervenções ou mudanças de regras são acionadas, de forma a manter as operações nas configurações desejadas, gerando relatórios e alertas a respeito.
A implementação de BAM é mais complexa que os demais recursos de suporte à gestão, devido ao seu alto grau de dinamicidade e necessidade de operação em tempo real. OLAP também ocorre em tempo real, mas refere-se somente à captura de informações, sem as demais funcionalidades e automatismos apresentados acima.
BAM exige acessos diretos às bases transacionais e de processos, o que torna mais difícil sua integração com os demais recursos de suporte à gestão, exigindo ferramentas especializadas e ainda novas no mercado.
Norberto Antonio Torres - © Unicomm 2005